Cumprimento da Chag Bikurim - Ressurreição de Yahshuah!
Lentamente passara a noite do primeiro dia da
semana. Havia soado a hora mais escura, exatamente antes do raiar da aurora.
Yahshuah continuava prisioneiro em Seu estreito sepulcro. A grande pedra estava
em seu lugar; intato, o selo romano; a guarda, de sentinela.
Vigias invisíveis ali estavam também. Hostes de
anjos maus se achavam reunidas em torno daquele lugar. Houvesse sido possível,
e o príncipe das trevas, com seu exército de apóstatas, teria mantido para
sempre fechado o túmulo que guardava o Filho de YAHUH. Uma hoste sh’mimi
(celeste), porém, circundava o sepulcro. Anjos magníficos em poder o guardavam,
esperando o momento de saudar o Príncipe da Vida.
Onde está, sacerdotes e príncipes, o poder de vossa
guarda? — Bravos soldados que nunca se atemorizaram diante do poder humano, são
agora como cativos aprisionados sem espada nem lança.
O rosto que contemplam não é o de um guerreiro
mortal; é a face do mais poderoso das hostes do YAHUH. Este mensageiro
é o que ocupa a posição da qual caiu Satanás. Fora aquele que nas colinas
de Belém proclamara o nascimento de Yahshuah. A terra treme à sua aproximação, fogem
as hostes das trevas, e enquanto ele rola a pedra, dir-se-ia que o Céu baixara
à Terra. Os soldados o veem removendo a pedra como se fora um seixo, e ouvem-no
exclamar: Filho de YAHUH, ressurge! Teu Pai Te chama. Veem Yahshuah sair do
sepulcro, e ouvem-nO proclamar sobre o túmulo aberto: “Eu sou a ressurreição e
a vida. ” Ao ressurgir Ele em majestade e esplendor, a hoste angélica se
prostra perante o Redentor, em adoração, saudando-O com tehillot (hinos de
louvor).
Um terremoto assinalara a hora em que Yahshuah
depusera a vida; outro terremoto indicou o momento em que a retomou em triunfo.
Aquele que vencera a morte, e a sepultura, saiu do
túmulo com o passo do vencedor, por entre o cambalear da terra, o fuzilar dos
relâmpagos e o ribombar dos trovões. Quando vier novamente à Terra, comoverá
“não só a Terra, senão também o céu”. Hebreus 12:26. “De todo vacilará a Terra
como o bêbado, e será movida e removida como a choça”. Isa. 24:20. “E os céus
se enrolarão como um livro” (Isa. 34:4); “os elementos, ardendo, se desfarão, e
a Terra, e as obras que nela há se queimarão”. 2 Pedro 3:10. “Mas YAHUH será o
refúgio do Seu povo, e a fortaleza dos Seus filhos”. Joel 3:16.
Ao morrer Yahshuah, tinham os soldados visto a
Terra envolta em trevas ao meio-dia; ao ressurgir, porém, viram o resplendor
dos anjos iluminar a noite, e ouviram os habitantes do Céu cantarem com grande
alegria e triunfo: “Tu venceste Satanás e os poderes das trevas; Tu tragaste a
morte na vitória” Yahshuah saiu do sepulcro em magnificência esplendorosa, e a
guarda romana O contemplou. Seus olhos fixaram-se no rosto dAquele a quem,
havia tão pouco, tinham escarnecido e ridicularizado. Neste Ser esplendoroso,
viram o Prisioneiro que tinham contemplado no tribunal, Aquele para quem haviam
tecido uma coroa de espinhos. Era Aquele que, sem resistência, estivera em
presença de Pilate e de Herodes, o corpo lacerado pelos cruéis açoites. Era
Aquele que fora pregado no madeiro, para quem os sacerdotes e os príncipes,
cheios de satisfação própria, haviam sacudido a cabeça, dizendo: “Salvou os
outros, e a Si mesmo não pode salvar-Se”. Mat. 27:42. Era Aquele que fora
deposto no sepulcro novo de Yahusef. O decreto do Céu libertara o Cativo.
Montanhas amontoadas sobre montanhas em cima de Seu túmulo, não O poderiam
haver impedido de sair.
À vista dos anjos e do Salvador magnificente, os
guardas romanos desmaiaram e ficaram como mortos. Quando a comitiva celeste foi
oculta a seus olhos, eles se ergueram e, tão rápido como lhes permitiram os
trêmulos membros, encaminharam-se para a porta do horto. Cambaleando como
bêbados, precipitaram-se para a cidade, dando as maravilhosas novas àqueles com
quem se encontravam.
Iam em busca de Pilate, mas sua narração foi levada
às autoridades hebraicas, e os principais dos sacerdotes e os príncipes
mandaram-nos buscar primeiro à sua presença. Estranho era o aspecto daqueles
soldados. Tremendo de temor, faces desmaiadas, testificaram da ressurreição de
Yahshuah. Disseram tudo, exatamente como tinham visto; não haviam tido tempo de
pensar ou falar qualquer coisa que não fosse a verdade. Com doloroso acento,
disseram: Foi o Filho do Altíssimo que foi morto no madeiro; ouvimos um anjo
proclamá-Lo como a Majestade do Céu, o Rei magnífico esplendoroso.
O rosto dos sacerdotes estava como o de um morto.
Kaifás tentou falar. Moveram-se lhe os lábios, mas não conseguiram emitir
nenhum som. Os soldados estavam para deixar a sala do conselho, quando os
deteve uma voz.
Kaifás conseguira falar, por fim: “Esperai,
esperai”, disse. “Não digais a ninguém o que vistes. ” Uma mentirosa história
foi então posta na boca dos soldados. “Dizei: Vieram de noite os Seus
discípulos e, dormindo nós, O furtaram”. Mat. 28:13. Aí se enganaram os
sacerdotes. Como poderiam os soldados dizer que os discípulos tinham furtado o
corpo enquanto eles dormiam? Se dormiam, como podiam saber? E, houvessem os
discípulos provadamente roubado o corpo de Yahshuah, não teriam os sacerdotes
sido os primeiros a condená-los? Ou, caso houvessem as sentinelas dormido junto
ao sepulcro, não teriam os sacerdotes se apressado a acusá-los a Pilate?
Os soldados horrorizaram-se ao pensamento de
trazerem sobre si mesmos a acusação de dormirem em seu posto. Era este um
delito castigado com a morte. Deveriam dar um falso testemunho enganando o
povo, e pondo em perigo a própria vida? Não tinham feito com toda vigilância
sua fatigante guarda? Como suportariam a prova, mesmo por amor do dinheiro, se
juravam falso contra si próprios?
A fim de impor silêncio ao testemunho que temiam,
os sacerdotes prometeram salvaguardar os soldados, dizendo que Pilate quereria
tampouco como eles próprios que aquela notícia circulasse. Os soldados
romanos venderam sua integridade aos yahudim (judeus) por dinheiro.
Chegaram à presença dos sacerdotes carregados com a mais assustadora mensagem de verdade; saíram com uma carga de dinheiro, e tendo na língua uma falsa história para eles forjada pelos sacerdotes. Entretanto, a notícia da ressurreição de Yahshuah fora levada a Pilate.
Se bem que este houvesse sido responsável por entregar a Yahshuah à morte, estava relativamente descuidoso. Embora tivesse condenado o Salvador contra a vontade, e com sentimento de compaixão, não experimentara ainda verdadeiro pesar. Aterrado, fechara-se agora em casa, decidido a não ver ninguém. Os sacerdotes, porém, abrindo
caminho até sua presença, contaram a história que
haviam inventado, e pediram-lhe que passasse por alto a negligência do dever
por parte das sentinelas. Antes de assim fazer, ele próprio interrogou
particularmente os guardas. Estes, temendo pela própria segurança, não ousaram
ocultar nada, e Pilate tirou deles a narração de tudo quanto ocorrera. Não
levou adiante a questão, mas desde aquele dia não houve mais paz para ele.
Quando Yahshuah foi posto no sepulcro, hashatan triunfou. Ousou esperar que o Salvador não retomaria novamente a vida. Reclamava o corpo do Yahshuah, e pôs sua guarda em torno do túmulo, procurando manter Yahshuah prisioneiro. Ficou furioso quando seus anjos fugiram diante do sh’mimi (celeste) mensageiro. Ao ver Yahshuah sair em triunfo compreendeu que seu reino chegaria a termo, e que ele devia morrer afinal.
A única esperança para eles, era provar ser Yahshuah um impostor, negando haver ressuscitado. Subornaram os soldados e conseguiram o silêncio de Pilate. Espalharam por perto e por longe sua mentirosa história. Testemunhas havia, porém, a quem não podiam reduzir ao silêncio. Muitos tinham ouvido falar do testemunho dos soldados quanto à ressurreição de Yahshuah. E alguns dos mortos ressuscitados com Ele apareceram a muitos, declarando que Ele ressurgira. Foi levada aos sacerdotes a notícia de pessoas que tinham visto esses ressuscitados, ouvindo o testemunho deles. Os sacerdotes e os principais estavam em contínuo terror, não acontecesse que, ao andar pelas ruas, ou no interior das próprias casas, se viessem a encontrar face a face com Yahshuah. Sentiam que não havia segurança para eles.
Ferrolhos e traves não passavam de frágil proteção contra o Filho de YAHUH. De
dia e de noite achava-se diante deles aquela horrível cena do tribunal, quando
clamaram: “O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos”. Mat. 27:25.
Nunca mais se lhes havia de apagar da memória aquela cena. Jamais desceria
sobre eles um sono tranquilo.
Quando foi ouvida no túmulo de Yahshuah a voz
do poderoso anjo, dizendo: “Teu Pai Te chama”, o Salvador saiu do sepulcro pela
vida que havia em Si mesmo. Provou-se então a verdade de Suas palavras: “Dou a
Minha vida para tornar a tomá-la. [...] Tenho poder para a dar, e poder para
tornar a tomá-la”. Yahchanam (João 10:17, 18). Então se cumpriu a profecia que
fizera aos sacerdotes e príncipes: “Derribai este templo, e em três dias o
levantarei”. Yahchanam (João) 2:19.
Sobre o fendido sepulcro de Yahusef, Yahshuah
proclamara triunfante: “Eu sou a ressurreição e a vida. ” Essas palavras só
podiam ser proferidas pela Ser Eterno. Todos os seres criados vivem pela
vontade e poder de YAHUH. São dependentes depositários da vida de YAHUH.
Yahshuah ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem!
A única esperança para eles, era provar ser Yahshuah um impostor, negando haver ressuscitado. Subornaram os soldados e conseguiram o silêncio de Pilate. Espalharam por perto e por longe sua mentirosa história. Testemunhas havia, porém, a quem não podiam reduzir ao silêncio. Muitos tinham ouvido falar do testemunho dos soldados quanto à ressurreição de Yahshuah. E alguns dos mortos ressuscitados com Yahshuah apareceram a muitos, declarando que Ele ressurgira. Foi levada aos sacerdotes a notícia de pessoas que tinham visto esses ressuscitados, ouvindo o testemunho deles. Os sacerdotes e os principais estavam em contínuo terror, não acontecesse que, ao andar pelas ruas, ou no interior das próprias casas, se viessem a encontrar A voz que bradou no madeiro: “Está consumado” Yahchanam (João 19:30), foi ouvida entre os mortos. Penetrou as paredes dos sepulcros, ordenando aos que dormiam que despertassem. Assim será quando a voz de Yahshuah for ouvida do céu. Ela penetrará as sepulturas e abrirá os túmulos, e os mortos em Yahshuah ressurgirão. Na ressurreição do Salvador, algumas tumbas foram abertas, mas em Sua segunda vinda todos os queridos mortos Lhe ouvirão a voz, saindo para uma vida esplendorosa e imortal.
O mesmo poder que ressuscitou a Yahshuah dentre os mortos, erguerá Sua kehilah (comunhão de crentes), elevando-a com Ele, acima de todos os principados, de todas as potestades, acima de todo nome que se nomeia, não somente neste mundo, mas também no mundo por vir.
A vida está escondida com Yahshuah no Altíssimo YAHUH, e “quando Yahshuah, que
é a nossa vida, Se manifestar, então também vós vos manifestareis com Ele em
esplendor”. Col. 3:4.
Retirado do texto do livro Desejado de Todas as Nações, com os nomes e expressões gregas substituídas pelas palavras hebraicas!
Diná Soares

Comentários
Postar um comentário